is que, sem muito alarde e nem muita pompa, o Facebook liberou seu Marketplace no Brasil, surpreendendo muita gente e sacudindo o universo do e-commerce nacional, que saiu em busca de informações e detalhes sobre esse novo canal de vendas.

Com matérias e notas parecidas e sem muito destaque em sites e blogs de tecnologia e marketing, o Facebook – que costuma anunciar mudanças na rede social com bastante barulho – disponibilizou, gradualmente, a função de marketplace para os usuários brasileiros a partir do fim de janeiro.

De maneira melhor organizada, o Facebook criou um canal para todos que desejam comprar e vender dentro da rede social, mantendo os anúncios de grupos independentes e dentro de seus endereços. É como um marketplace tradicional – tipo OLX e Mercado Livre – dividindo em categorias, filtro de preço, interesses de compra e venda e, a novidade, por alcance geográfico. Aqui, pode facilitar os negócios para as pessoas que desejam adquirir produtos dentro de um raio de alcance próximo.

A utilização é bem simples, tão simples que até uma criança pode usar (e, sério, estão usando). Basta ter uma conta na rede social, ir no ícone “Marketplace”, clicar em “Vender um item”, fotografar o produto (que pode ser com o próprio aplicativo), preencher título e descrição, confirmar o local de venda e clicar em “Publicar”. Sem botão de “vender”, algum “click to call ou action” ou espaço para telefone, toda a transação é feita diretamente pelo Facebook Messenger, onde forma de pagamento, entrega e outros detalhes são acertados. E, o melhor: sem a rede social cobrar nada do usuário pelas transações.

e-commerce marketplace

A segurança do negócio é simplesmente o fato dos perfis dos vendedores e compradores serem abertos a todos, com botões de denúncia tanto do produto, quanto dos envolvidos no negócio – até do mapa da localização, de fácil localização.

Além das precauções de praxe, como marcar encontros em lugares públicos, não fazer depósitos antecipados, não vender produtos ilícitos, etc.

A nova funcionalidade do Facebook não está de certa forma visando os sellers profissionais, privilegiando o C2C e a relação entre os perfis particulares do Facebook – já que não é possível vender utilizando as páginas corporativas ou públicas. Não tem como disponibilizar os produtos com estoque, gerenciar entregas, suporte de pagamentos.

Já há testes com o PayPal integrado ao Messenger nos EUA, onde podem fazer ou receber pagamentos diretamente pela ferramenta, por meio de um botão dedicado. Em breve, será liberado para os europeus. Por aqui, há testes com o Banco do Brasil, mas visando apenas transações básicas, como saldo, extrato, consulta de fatura e solicitação de segunda via de cartão de crédito.

No fim de 2017, o Facebook fez parcerias com grandes concessionárias e sites de aluguéis, disponibilizando catálogos e estoques inteiros dentro da rede social. Dentro dessas categorias, são disponibilizados filtros diferentes, assim como ocorre nos principais sites de aluguéis de imóveis e vendas de carros. Até fotos de 360° é possível subir na seção de móveis. Um ponto a se observar é que não há, por enquanto, a compra e venda de imóveis e nem de veículos zero quilômetro – está focando no aluguel e no comércio de usados.

O Facebook decidiu focar nessas duas categorias por conta do volume de negócios que ambas geravam. Já deixando claro que não deve parar por aí e que logo deve mirar em produtos tradicionais, como celulares, eletrônicos, entre outros artigos.

Destacando que, desde o lançamento do Marketplace, em 2016, o volume de pesquisas dentro do site aumentou 3x em todo o mundo. E quanto mais volume de buscas, mais anúncios divulgados e visualizados pela rede. E mais ganhos para a rede.

É fato conhecido que o Facebook faz de tudo para que a gente não saia dele, tanto que derrubou a importância de posts que possuem link, dando visibilidade quase zero a eles – por levar para fora da rede. Com o Marketplace, a rede reafirma essa intenção, oferecendo entretenimento, interação e, agora, consumo, batendo de frente com gigantes globais como eBay, Airbnb e até a Amazon.

Por aqui, por enquanto, junta-se a OLX e o Mercado Livre como opção de vendas C2C, mas, em breve, deve virar preocupação para o Webmotors e ZAP Imóveis, pois não deve demorar muito para essas novidades chegarem aqui, mesmo ainda não tendo disponibilizado essa função para todo o território nacional.

Fonte: E-commerce Brasil

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