O que os seus clientes querem, como eles pensam e como interagem uns com os outros, tudo isso está em constante mudança. Em cada ano da era digital, nós vemos a ascensão e a queda de plataformas de mídias sociais, revelando tendências, memes e mudanças abrangentes nas preferências dos clientes que forçam o mundo do marketing online a evoluir.

marketing online

1 – Big, big data

O big data tem sido uma tendência por muitos anos, mas tem sido principalmente utilizado por grandes empresas e principais players. Com a prevalência do big data agora – afinal, há mais de 6 milhões de desenvolvedores trabalhando em grandes projetos de dados – e com o crescimento da acessibilidade graças ao machine learning e a AI, o big data se tornará mais viável também para os donos dos pequenos e médios negócios. Com mais plataformas de publicidade e métodos de divulgação de marketing incorporando dados importantes em sua infraestrutura usual,  vai ser difícil se manter competitivo se você não estiver tocando nos milhares de pontos de dados do cliente que agora estarão disponíveis.

 

2 – Experiências não-visuais

Ninguém esperava que a indústria dos assistentes virtuais inteligentes explodisse do jeito que aconteceu em 2017. Até 2022, espera-se que os assistentes virtuais inteligentes sejam uma parte básica de mais de 55% das famílias americanas. Já foram vendidos mais de 20 milhões de unidades em 2017. As pessoas estão começando a interagir com esses dispositivos como se eles já fizessem parte da rotina, da vida diária, usando comandos de voz e ouvindo os resultados. Os consumidores estão ficando acostumados a interfaces que não necessitam de uma superfície visual ou contado físico, e isso terá um enorme impacto na maneira como os marqueteiros vão se comunicar com esses clientes.

 

3 – Capitalização dos aplicativos

Existe um aplicativo para tudo agora. E sim, há uma diversidade de aplicativos que ficaram disponíveis na última década, mas, atualmente, os consumidores dependem de determinados apps – como mapas, transporte, e aplicativos de análise – como parte da sua vida diária.  Esses apps se tornaram tão enraizados quanto o Google como o motor de busca primário e, portanto, representam bases sólidas nas quais uma marca pode crescer. Eu acho que em 2018, nós vamos ver mais capitalização de aplicativos – mais marcas comprando anúncios e fazendo negócios para ganhar exposição em outros aplicativos altamente populares.

 

4 – Anúncios nativos e conteúdo inteligente

Espera-se que a publicidade nativa conduza mais de 74% de toda a receita de anúncios até 2021. Com um formato mais natural, os anúncios nativos tendem a ganhar mais exposição e mais engajamento que os tradicionais banners – e são menos irritantes para os consumidores. O único problema é que a publicidade nativa exige um método fundamentalmente diferente para ser reproduzida – um que pode capitalizar as preferências únicas das pessoas que veem os anúncios. Em 2018, nós vamos ver definitivamente aumento de gastos com os anúncios nativos, e nós também veremos o crescimento do “conteúdo inteligente” para esses anúncios, capazes de se adaptar às audiências usando cookies e uma compreensão aprofundada do público-alvo.

 

5 – Micro momentos

O Google define micro momentos como qualquer momento que leva o consumidor a usar o seu dispositivo móvel, seja para aprender alguma coisa, ir para algum lugar, fazer ou comprar algo. Em 2018, as marcas que passarem a maior parte do tempo tentando aprender, entender e capitalizar esses micro momentos vão ter mais altas possibilidades de sucesso. Isso reque um profundo estudo demográfico e uma intensa estratégia mobile, mas com as novas ferramentas, eu acredito que veremos desenvolvimento nesse ponto e será mais fácil para se aproximar das marcas modernas.

 

6 – Conteúdo e redes de influenciadores

O Marketing de Conteúdo tem sido uma excelente estratégia por um longo tempo, mas nós estamos indo de encontro a um problema: a supersaturação. Toda marca com um website tem algum tipo de estratégia de conteúdo e as redes sociais estão cheias de “incêndios” com os produtores de conteúdo lutando por visibilidade. Esse é o motivo pelo qual em 2018, eu acredito que vamos ver uma mudança importante nos investimentos; ao invés de tentar continuar lutando por um novo espaço, os marqueteiros aproveitarão o espaço que já está sendo utilizado. Em outras palavras, eu acredito que vamos ver mais marcas que tentarão aumentar sua visibilidade e influência recorrendo aos influenciadores que já construíram uma audiência e uma reputação. Essas redes de influenciadores serão menos caras de gerenciar, podem reduzir o grande volume de conteúdo que está sendo produzido e oferecer às marcas uma vantagem na visibilidade online.

 

7 – Comunicação individual

A internet é um lugar ocupado, então é fácil ficar perdido nela. É por isso que mais consumidores estão preferindo experiências individuais e personalizadas, incluindo comunicações individuais com marcas. Obviamente, uma abordagem puramente pessoa por pessoa não é sustentável, mas é por isso que mais marcas estão se voltando para chatbots como uma alternativa econômica. Os chatbots começaram a crescer mais inteligentes e mais customizados, e estão ficando mais populares entre as marcas e consumidores. Até o final de 2018,  os chatbots se tornarão uma norma – e uma necessidade prática se você quiser dar a seus clientes uma experiência personalizada em larga escala.

 

Estas não são as únicas tendências que veremos em 2018, mas são algumas das maiores e mais estabelecidas atualmente. Este é o momento perfeito para auditar suas estratégias de 2017 e começar a preparar um orçamento para 2018 – com todas as novas voltas e reviravoltas que o ano terá para oferecer.

 

*Artigo escrito originalmente em inglês por Jayson DeMers, Fundador e CEO da AudienceBloom para a Forbes

Fonte: Digitalks

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